Quarta-feira , 18 Setembro 2019
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 Cooperativismo avança em SC

Projeto de lei que regula e institui a Política Estadual de Apoio ao Cooperativismo, sancionado neste mês, fortalecerá o segmento no Estado 

O projeto de lei que regula e institui a Política Estadual de Apoio ao Cooperativismo (Peac) fortalecerá o segmento, que já cumpre extraordinário papel social e econômico em Santa Catarina. Esta é a visão do sistema cooperativista catarinense que, nos últimos 10 anos, vinha reivindicando do governo estadual e da Assembleia Legislativa a edição de lei que estabelece a política estadual de estímulo ao segmento.

O projeto de lei foi sancionado pelo governador Raimundo Colombo, no mês de dezembro, com o objetivo de fomentar mecanismos para estimular o desenvolvimento  e incentivar parcerias e convênios entre órgãos públicos e o cooperativismo. Aprovada na Assembleia Legislativa, a iniciativa beneficiará todos os ramos.  “Temos em Santa Catarina um cooperativismo muito forte. Essa nova legislação dará segurança, estabilidade e condições de fazer uma programação de longo prazo”, diz Colombo.

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Marcos Antonio Zordan, presidente da Ocesc

O presidente da Ocesc, Marcos Antonio Zordan, ressalta que a lei nivelará o cooperativismo catarinense em todos os ângulos, aplicando os princípios na íntegra e ampliando conhecimentos. Também proporcionará segurança aos associados, visibilidade ao cooperativismo, garantia de continuidade, realização de projetos comuns com o Estado em benefício das pessoas, além de melhoria sensível no IDH dos municípios, entre outros aspectos.

Na visão do presidente da Ocesc, o cooperativismo é uma das grandes alternativas para o país retomar seu crescimento. “Primeiro pela seriedade com que as cooperativas têm sido administradas. Além disso, acredito ser uma vantagem que, em sua maioria, os valores gerados ficam na região, não teríamos  cabides de empregos protegidos por lei,  teríamos um custo bem menor para governar e, não menos importante, é a verdadeira distribuição de renda.

Santa Catarina conta com 253 cooperativas regularmente registradas perante o órgão representativo estadual, que congregam 1,7 milhão de associados e mantêm 52.157 empregados diretos. A nova lei, construída em conjunto entre a Assembleia Legislativa, Governo do Estado e sistema cooperativista, trouxe a criação do Conselho Estadual do Cooperativismo (Cecoop), vinculado à Secretaria da Agricultura e da Pesca, que terá a atribuição de propor ao Governo do Estado diretrizes, para o desenvolvimento de  projetos voltados a todos os ramos do cooperativismo e, consequentemente às atividades desenvolvidas em todas as regiões, que necessitem um plano especial.

O conselho será composto por cinco membros do Executivo (secretarias da Agricultura, Fazenda e Desenvolvimento Econômico Sustentável, além da Epagri e Cidasc) e por cinco representantes de diferentes ramos do cooperativismo, indicados pela Ocesc. “Com o conselho,  teremos oportunidades de discutirmos junto aos órgãos públicos problemas comuns e, o cooperativismo será mais reconhecido pelo seu papel junto à sociedade. Seu papel não será fiscalizador ou decisivo na vida das cooperativas e, sim, dará conhecimento às cooperativas de projetos de interesse da sociedade”, destaca Zordan.

Zordan valoriza a Frente Parlamentar do Cooperativismo que apoiou de forma expressiva as ações que visaram a sanção do projeto de lei.  Destaca o apoio da Secretaria da Agricultura, Secretaria da Casa Civil e do próprio Governador João Raimundo Colombo, bem como dos assessores dos deputados da Frente, do superintendentes da OCESC/SESCOOP, comissões e os deputados que depositaram confiança no cooperativismo, entre outras pessoas, que anonimamente entenderam a mensagem. “Sabemos que nossa responsabilidade aumentou, mas temos confiança nas cooperativas, seus dirigentes, funcionário e, principalmente, nos seus associados, que são nosso grande objetivo de existir”.

EXPRESSIVIDADE DO COOPERATIVISMO EM SC

O cooperativismo em Santa Catarina tem papel de destaque no cenário nacional e vem cumprindo importante papel no desenvolvimento socioeconômico do Estado. Os números expressam a força do setor: É um dos segmentos que mais crescem na economia catarinense, com aumento de 383% no faturamento dos últimos 11 anos, as 253 cooperativas catarinenses, em seu conjunto, reúnem 1.755.858 famílias associadas e mantêm 52.157 empregos diretos. Sustentam um movimento econômico de R$ 23,3 bilhões de reais por ano. “Nós, os cooperativistas, estamos acostumados com desafios. Respondemos por 11% do PIB catarinense. Continuaremos trabalhando de forma cooperada para que sejamos cada vez mais os protagonistas da mudança. Nossos números são respeitáveis e devemos aumentá-los ainda mais”, conclui Zordan.

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