Domingo , 22 Setembro 2019
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Dia Mundial do Diabetes alerta para cuidados com a doença

Data reforça alerta para a chamada doença invisível que já acomete mais de 14 milhões de pessoas no país.

diabetes1Dia 14 de novembro, foi lembrado o Dia Mundial do Diabetes, data em que a Sociedade Brasileira de Diabetes – SBD, realiza diferentes atividades pelo Brasil para conscientizar a população a respeito da importância do maior conhecimento sobre um problema de saúde pública que atinge 14,3 milhões de pessoas em todo o Brasil. O país já é o quarto do mundo em número de pessoas acometidas pela doença.

Metade das pessoas com diabetes não sabe que têm o problema e isso representa 9,4% da população brasileira. 130.700 pessoas morrem devido ao diabetes no Brasil.
Em Campos Novos, estão cadastrados pela Saúde Pública 960 portadores do diabetes, que recebem acompanhamento pelo SUS. O acompanhamento compreende consultas, que em algumas Estratégias de Saúde da Família são feitas por meio de agendamento, com um dia específico para atendimento deste público.

Além das consultas, também é disponibilizada a insulina para os insulinodependentes e as fitinhas para o teste de glicemia. O Dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991, pela Organização Mundial de Saúde em resposta às preocupações crescentes sobre diabetes. A grande questão é divulgar a todos os interessados a importância de se colocar em discussão um problema de saúde pública, com o objetivo de diagnosticar, tratar e dar a devida atenção e assistência aos pacientes portadores.

Saiba mais sobre a doença

diabetes_02Segundo orientações disponibilizadas pela Sociedade Brasileira de Diabetes, a diabetes mellitus (DM) não é uma única doença, mas um grupo heterogêneo de distúrbios metabólicos que apresenta em comum a hiperglicemia, resultante de defeitos na ação da insulina na secreção de insulina ou em ambas. Em resumo, é a elevação da glicose no sangue.

No Diabetes tipo 1, também conhecido como diabetes insulinodependente, a produção de insulina do pâncreas é insuficiente, pois suas células sofrem o que chamamos de destruição autoimune. Os portadores de diabetes tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em valores normais. Há risco de vida se as doses de insulina não são dadas diariamente. O diabetes tipo 1, embora ocorra em qualquer idade, é mais comum em crianças, adolescentes ou adultos jovens.

O Diabetes tipo 2 é chamado de diabetes não insulinodependente. É o diabetes do adulto e corresponde a aproximadamente 90% dos casos da doença. Ocorre geralmente em pessoas obesas com mais de 40 anos de idade, embora na atualidade também seja visto com maior frequência em adultos jovens, em virtude de maus hábitos alimentares, sedentarismo e estresse da vida urbana. No diabetes tipo 2 encontra-se a presença de insulina, porém sua ação é dificultada pela obesidade, o que é conhecido como resistência insulínica, uma das causas de hiperglicemia. que favorece a ocorrência de suas complicações no coração e no cérebro entre outros órgãos.

Sintomas

Aproximadamente metade dos portadores de diabetes tipo 2 desconhece sua condição, uma vez que a doença apresenta poucos sintomas.

O diagnóstico precoce do diabetes é importante, pois o tratamento evita complicações. Quando presentes os sintomas mais comuns são: urinar excessivamente, inclusive acordar várias vezes à noite para urinar, sede excessiva, aumento do apetite, perda de peso – em pessoas obesas a perda de peso ocorre mesmo estando comendo de maneira excessiva, cansaço, vista embaçada ou turvação visual e infecções frequentes, sendo as mais comuns às infecções de pele. Esses sintomas quando presentes se instalam de maneira gradativa e, muitas vezes, podem não ser percebidos pelas pessoas.

No diabetes tipo 1, os sintomas se instalam com rapidez, em especial urinar de maneira excessiva, sede excessiva e emagrecimento. Quando o diagnóstico não é feito aos primeiros sintomas os portadores de diabetes tipo 1, podem até entrar em coma, ou seja, perderem a consciência, uma situação de emergência e grave. Quaisquer que sejam os sintomas, um médico deve ser procurado imediatamente para realização de exames que esclarecerão o diagnóstico.

*Reportagem publicada no Jornal “O Celeiro”, Edição 1455 de 17 de Novembro de 2016.

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