Domingo , 22 Setembro 2019
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Faltam medicamentos

Secretário de Saúde justifica que empresas querem reajuste e estão atrasando as remessas licitadas no meio do ano.

medicamentos31 itens de medicamentos estão em falta na Farmácia Municipal de Campos Novos. A falta de remédios tem gerado reclamações constantes da comunidade. Segundo o Secretário Municipal de Saúde, Nelson de Paula, os remédios estão licitados, mas há demora na entrega dos medicamentos pelas empresas vencedoras da concorrência, que buscam reajuste nos preços.

A maioria dos medicamentos que estão faltando não é da atenção básica, disse o Secretário, não existindo a obrigatoriedade do fornecimento pelo município. Dos 31 itens, 10 são da atenção básica, afirmou ele. “O município tem itens que são da atenção básica e medicamentos que são de valores maiores. São adquiridos pelo município mais de 170 itens anualmente para atender a população e hoje 31 estão em falta, mas quero ressaltar que dessa quantidade que é dever do município só são 10 itens. O restante são medicamentos que o município compra com valor maior, porque entende que a população precisa, porém há dificuldades na entrega, em função de que algumas empresas pedem reajuste de preço e nós não concordamos, pois fizemos uma licitação e eles estavam cientes que tinham que entregar. Como a maioria dos medicamentos não é da atenção básica, ficam esses 10 itens que estamos tentando buscar junto às empresas para que entreguem ainda neste ano, Entre os outros 21 itens que são mais caros, fica uma parte que são gratuitos pelas farmácias particulares no Programa Farmácia Popular e outros que não seria de obrigatoriedade do município comprar”, justificou Nelson de Paula.

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Nelson de Paula

Conforme o Secretário, são duas licitações no ano para aquisição de medicamentos, uma no início e outra entre os meses de maio e junho. São fornecidos gratuitamente cerca de 170 itens à população, com investimento superior a R$ 1 milhão para suprir a demanda. “O município licita anualmente mais de um milhão de reais em medicamentos. Desse valor são investidos em recursos próprios aproximadamente 700 mil reais. Quando nós falamos de medicamentos temos valores que vem da União e do Estado. Para que a população fique ciente, desde o mês de julho o Estado não fez mais nenhum repasse da sua parcela para Campos Novos. Nós recebemos do Estado em torno de 14 mil reais por mês e estamos desde julho sem esse repasse e se foram adquiridos, licitados remédios com valores do estado, não se consegue alterar para comprar com recursos próprios”, informou De Paula, descartando a compra direta.

Na última licitação realizada em junho, foi licitado o valor de R$ 300 mil, informou ainda o Secretário de Saúde. Dentro desses valores há ainda o fornecimento de medicamentos via ação judicial, atendendo a 10 pacientes.

Questionado sobre o agravamento da situação com a transição de governo, Nelson de Paula afirmou que o próximo gestor poderá realizar uma compra emergencial, já que todos os contratos deste ano zeram com o fechamento do exercício. “Nós compramos por pregão presencial e entende-se que o dia 31 de dezembro o que foi entregue foi e o que não veio fica zerado. Aí sim a próxima administração tem como fazer uma compra emergencial porque é um novo ano, pelo menos aqueles itens da atenção básica para regularizar o fornecimento”, declarou.

Cota de exames e cirurgias eletivas

Para esses atendimentos não houve prejuízo, garantiu o Secretário de Saúde. “Nós não suspendemos as cirurgias eletivas porque são agendadas, está dentro da normalidade. A cota de exames, a princípio, também estamos em dia, não alteramos nada”, finalizou De Paula.

Vereador manifesta preocupação

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Adavilson Telles “Mancha”

Na sessão do legislativo camponovense do dia 1º de novembro, o vereador Adavilson Telles (Mancha) do PP, falou em seu pronunciamento em tribuna, da sua preocupação com o prazo apertado para a transição entre o atual e o novo governo municipal, que deve acontecer somente a partir de 1º de dezembro. Na sessão do legislativo camponovense do dia 1º de novembro, o vereador Adavilson Telles (Mancha) do PP, falou em seu pronunciamento em tribuna, da sua preocupação com o prazo apertado para a transição entre o atual e o novo governo municipal, que deve acontecer somente a partir de 1º de dezembro.

A preocupação se deve, exemplificou Mancha, em relação à situação dos professores que estarão dependendo do processo seletivo, ação que precisa ser tratada na transição e encaminhada ainda neste ano, assim como remédios e outras licitações. “Precisa da parceria do atual prefeito, infelizmente ou felizmente ele é o prefeito até o dia 31 de dezembro e tem que ajudar a administrar e dar prosseguimento às novas ações. Por exemplo, como é que vai ficar a situação dos professores que vence o processo seletivo, isso precisa ser tratado na transição, porque se precisar largar um edital esse ano ainda, quem tem fazer é o prefeito Nelson Cruz. Mesma situação com relação aos processos de licitação para compra de remédios, ou nós vamos deixar nossa população padecer até março?”, questionou.

Mancha manifestou ainda preocupação com a dispensa de funcionários contratados do Hospital Dr. José Athanázio em 15 de dezembro, tendo em vista a grande demanda por atendimentos.

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1454 de 10 de Novembro de 2016.

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