Terça-feira , 17 Setembro 2019
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Para uma boa cerveja

Cevada colhida na região apresenta boa qualidade. Produtor Darci Nicolau Berwig está satisfeito com a produção na cultura de inverno.

2Cereal indispensável para a produção das tradicionais cervejas, a cevada tem sido uma boa opção de plantio na região de Campos Novos. Com preço mínimo garantido antes da colheita, diferente do trigo, por exemplo, que não conta com grandes incentivos para produção, a cevada se mantém com uma área média de mais de 1 mil hectares (ha), safra após safra.

Neste ano, os associados da Copercampos, por exemplo, semearam 1,4 mil/ha com a cultura, e com o clima colaborando, a produção está surpreendendo. De acordo com a Engenheira Agrônoma da cooperativa, Larissa Bones, o manejo da cultura ocorreu de forma tranquila. “As chuvas foram dentro do normal e não tivemos problemas em relação às doenças na cultura, principalmente a mancha em rede, que a cevada é suscetível e estamos tendo uma média produtiva de 80 sacos/ha, com uma cevada de boa qualidade, o que é fundamental, pois a cultura é classificada de acordo com sua qualidade de germinação”, afirmou.

Com germinação entre 95% a 96%, a cevada colhida nas lavouras da região deve ser destinada para a produção de cerveja, isso porque, abaixo dos 95% de germinação, a indústria descarta o produto, destinando-a à produção de ração animal.

Segundo Larissa Bones, a cevada não apresenta diferenciais de manejo das lavouras em relação ao trigo, mas apresenta garantias de preço mínimo, o que atrai os produtores rurais. “No trigo o produtor não tem garantias, diferentemente da cevada e o produtor leva em conta isso”, confirmou.

O produtor Darci Nicolau Berwig, semeou cevada em mais de 100 hectares e está contente com a qualidade do produto. “Na cevada nós temos um preço mínimo garantido e nesta safra nós estamos colhendo um bom produto. A cevada é boa, com qualidade boa. Na produtividade eu não fiz uma média, mas tendo qualidade, que já vemos que possui na germinação, a safra será boa. Graças a Deus que está produzindo bem”, destacou.

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Darci Berwig

Seu Darci, porém, não investiu em trigo neste ano. “O trigo não tem garantias de preço e se colher um trigo de baixa qualidade, vai pra ração. Já na cevada nós temos um preço fixado, então, com o clima colaborando, nós devemos ter uma safra boa”.

A Engenheira Agrônoma Larissa Bones lembrou ainda que neste ano, a safra de inverno terá bons resultados aos produtores. “Estivemos acompanhando as colheitas de aveia, agora de cevada e já visualizando colheitas de trigo, em que a qualidade dos produtos é muito boa. O clima colaborou e o produtor fez sua parte e por isso, o resultado da safra de inverno será bom”, finalizou.

Com o clima colaborando para as culturas de inverno, seu Darci já tem seus pensamentos voltados a safra de verão. “Nós esperamos que as chuvas venham para que tenhamos uma boa safra de verão”, concluiu Darci Berwig.

Como a cevada é utilizada para produzir cerveja

Depois da colheita, a cevada segue para a maltaria, onde é classificada e testada, antes de ser germinada para se transformar em malte. Para saber a germinação, é aplicação um reagente que indica o resultado.

A cevada usada pela indústria cervejeira, deve ter um teor mínimo de 95% de germinação. Se for inferior, o grão segue para a ração animal.

O malte é considerado a alma da cerveja, portanto, a qualidade da cevada é que define isso. Depois de testados, os grãos são depositados em um ambiente no qual a umidade e a temperatura são controladas. Após quatro dias, os grãos começam a germinar. Quando os grãos brotam, interrompe-se imediatamente esse processo e eles, já transformados em malte verde, são secos ou torrados.

Dependendo da intensidade da seca e da torra é que o malte adquire determinadas características de coloração e aroma que pode ser de caramelo, café, chocolate, frutas secas, entre outros.

Depois de produzido, o malte segue para a cervejaria, onde ocorre a produção do mosto e são adicionados o fermento, o lúpulo e a água.

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1455 de 17 de Novembro de 2016.

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