Domingo , 22 Setembro 2019
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O dia que foi difícil escrever

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Drialli Dalazen

Comecei a escrever e as palavras não apareceram com facilidade, hoje (29/11/2016), só combina com o silêncio, a tristeza e o nó na garganta. Chapecoense queria subir cada vez mais, subiu tanto que chegou ao céu. Orgulho de Santa Catarina e do Brasil. Realmente é difícil acreditar que isso aconteceu.

Chapecoense disputaria nessa quarta-feira a sua primeira final de um campeonato internacional, a Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, da Colômbia. Além da delegação do clube catarinense, viajavam jornalistas, convidados e a tripulação, formada por 9 profissionais. Era a viagem para um sonho, era uma viagem atrás de uma vitória, uma viagem sem volta. Que explicação esse tipo de acontecimento tem? Eu não sei, mas nos mostra a importância de vivermos bem o hoje. De darmos aquele abraço hoje, de visitarmos aquela pessoa querida hoje. Não temos garantias de “amanhãs”.

Desde o início do dia os portais de notícia divulgavam várias informações, foi acompanhando esses sites que cheguei a página do Catraca Livre no Facebook, onde espantosamente encontrei posts que abordavam temas como: “como perder o medo de voar”, “passageiros filmam pânico em avião” entre outras atrocidades. Depois de sofrer várias críticas a página publicou uma nota em que dizia que seu dever era informar, divulgar informações relevantes. Se ganhar cliques à custa da dor alheia é informar, sensacionalismo mudou de nome. Explora-se a dor alheia em troca de cliques que são revertidos em dinheiro pelos sites. Não existe nada mais desprezível.

Temos humanos sem humanidade, se desenvolvendo sem o mínimo de empatia.
Se não quer ser como esse site, caso receba imagens do acidente, não compartilhe com seus contatos, apague. A dor dos amigos e da família deve ser respeitada.

Para finalizar, vi outra frase que dizia o seguinte: pra sentir a dor das pessoas, não precisamos conhecê-las, basta ter coração e se colocar no lugar delas. Força Chape, seus esforços e exemplos jamais serão esquecidos.

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Por: Drialli Dalazen Publicitária.

*Coluna publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1457 de 01 de Dezembro de 2016.

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