Terça-feira , 17 Setembro 2019
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Recuperação lenta da economia em 2017

Professor de economia da Unoesc diz que primeiro semestre de 2017 deve ser de retração. Região se destaca com economia estável.

Guido Riffel

Uma recuperação lenta da economia no próximo ano, é que preveem a maioria dos especialistas. Taxa de juros em alta e PIB negativo neste ano de 2016, são alguns dos fatores que influenciam para este cenário. A atual conjuntura política também é citada pelo professor de economia da Unoesc, Guido Riffel. “Nós temos um grande problema no Brasil, que é exatamente este cenário político. Estamos vendo a cada dia que esse governo interino e o próprio governo como um todo, estão querendo se manter no cargo, nada mais do que isso. Fazem de tudo para manter em suas posições, enquanto nós brasileiros pagamos o pato”, criticou.

A indefinição da política fiscal é outro fator desfavorável para a estabilidade da economia, avalia o economista. “A indefinição de uma política fiscal, que deveria ser adaptada, melhorada. Se nós queremos que haja um crescimento na economia, precisamos ter uma definição de uma forma que gerasse oportunidade de crescimento. Em função desta situação, temos os juros em alta, os maiores juros do mundo. Vemos o Banco Central cauteloso nesta situação, deveria tomar uma decisão, mas está segurando. Nós temos a taxa Selic que estava em 14,25% e hoje está em 13,75%, depois de dois meses, com uma baixa de apenas 0,25 ponto percentual, isso é muito pouco, faz com o crédito fique muito difícil. Para movimentar a economia, é preciso incentivar a produção”, analisou.

Sem crédito para a produção e com juros altos, uma das consequências é o aumento da taxa de desemprego. A perspectiva é que o primeiro semestre de 2017 será de retração. “Com certeza, inclusive com a manutenção da taxa inflacionária alta. Estão falando inclusive em aumentar impostos, o que vai ser a bancarrota”, disse ainda Guido Riffel.

O professor de economia considera que a redução dos gastos públicos seria uma alternativa viável para melhorar a situação econômica do país. “O governo já conseguiu uma vitória que é a PEC dos gastos públicos. Se conseguir colocar em prática, baixando principalmente a aberração destes gastos públicos de um modo geral em todas as áreas com esta limitação, já vai haver alguma melhora. Mas o que precisa realmente é reduzir gastos com políticos, que são inaceitáveis”.

Para Guido Riffel, a economia brasileira está no fundo do poço e pior do que está não deve ficar. É preciso ter esperança, observou o economista. “Existem algumas previsões, com mudanças em relação ao futuro. Uma das medidas que se leva em consideração é o PIB (Produto Interno Bruno). Hoje estamos com uma previsão de menos 3,5 em 2016 e quem sabe, chegar no final de 2017 com um PIB sem crescimento. E existem alguns economistas que já comentam alguma coisa de superar e começar a ser positivo”.

Economia regional

Para o economista, a região vive uma situação diferenciada em relação à crise nacional, com oportunidade de emprego e uma economia estável. “Nós estamos num paraíso em termos econômicos, hoje não trabalha em Campos Novos e na região quem não quer. Tem oportunidade de emprego. Por outro lado, nossa produção agropecuária garante condições econômicas estáveis. A região de Campos Novos como um todo está bastante forte neste setor. E a perspectiva é de uma safra muito boa”, finalizou.

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1460 de 22 de Novembro de 2016.

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