Terça-feira , 17 Setembro 2019
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Relações de amor e confiança X Sexo seguro

editorialNesta quinta-feira, 1º de dezembro, é lembrado o Dia Mundial de Luta contra a AIDS, data em que a saúde chama atenção para a importância do sexo seguro. Técnicos ligados à área da saúde alertam que o uso do preservativo (camisinha), é a forma mais segura de evitar o contágio por doenças sexualmente transmissíveis, entre elas a AIDS.

A atenção se volta também para a falta de preocupação quanto à adoção de medidas de proteção durante as relações sexuais, tendo em vista que quanto maior o número de parceiros, maior é o risco do contágio. Isso sem falar na relação de confiança que se estabelece entre marido e mulher e o preservativo é dispensado na intimidade. Afinal, sexo seguro também quer dizer amor, confiança e cuidado.

Não menos importante neste contexto, a responsabilidade da família em preocupar-se desde cedo com a educação sexual dos filhos. Educação sexual envolve muito mais que indicar o uso do preservativo, implica em ensinar seu filho a respeitar seu corpo e a ter responsabilidade no ato sexual, tão banalizado nos dias de hoje.
Abordar a sexualidade de forma aberta e responsável é quesito básico para levar os filhos a entenderem as influências que levam ao início da vida sexual cada vez mais cedo e suas consequências, nem sempre tão prazerosas.

O diálogo deve prevalecer e os pais devem orientar os filhos sobre o ato sexual, que além de prazer, envolve responsabilidade, sentimentos e afetividade. Cada vez mais nossas crianças se comportam como adultos, encolhendo a infância e tornando precoce demais a adolescência. Além do diálogo, as atitudes e os exemplos não passam despercebidos pelos filhos.

Quando o despertar da sexualidade acontece, os pais podem contar ainda com ajuda profissional ou mesmo de um bom livro sobre o tema em questão. O importante é não ter vergonha da conversa ou constrangê-los. Mas para que esta relação de confiança se estabeleça é preciso que o tempo de cada um seja respeitado e que também os filhos sejam ouvidos.

A falta de proteção e a tão confundida liberdade sexual tem levado ao aumento absurdo de doenças sexualmente transmissíveis. É preciso utilizar a camisinha em todas as relações sexuais para prevenir a infecção pelo HIV e, assim, também proteger-se contra a sífilis, hepatite e outras infecções sexualmente transmissíveis. Diminuir o número de parceiros sexuais é outra forma de prevenção. Ame-se e respeite seu corpo.

Por Antônia Claudete Martins – Editora Chefe do Jornal O Celeiro

*Editorial publicado no jornal “O Celeiro”, Edição 1457 de 01 de Dezembro de 2016.

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