Quarta-feira , 18 Setembro 2019
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Dia Mundial de Luta contra a Aids

Em 1987, a Assembleia Mundial de Saúde, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), estabeleceu o 1º de dezembro como Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Nessa data, vários países realizam campanhas para sensibilizar as pessoas sobre os meios de prevenção da doença e também sobre a importância do tratamento dos portadores do vírus HIV. Neste ano, a data é lembrada nesta sexta-feira.
É um dia em que a saúde reforça o alerta e chama atenção para a importância do sexo seguro, com o uso da camisinha. Um comportamento seguro e responsável que evita o contágio por várias doenças sexualmente transmissíveis, entre elas a AIDS.
O uso da camisinha é recomendado em todas as relações sexuais, seja com mais de um parceiro ou em uma relação estável entre marido e mulher. O preservativo não pode ser dispensado na intimidade.
Também importante neste contexto é a responsabilidade da família em preocupar-se desde cedo com a educação sexual dos filhos. Se décadas atrás, falar de sexo era tabu, hoje o assunto é necessário. Educação sexual envolve muito mais que indicar o uso do preservativo, implica em ensinar seu filho a respeitar seu corpo e a ter responsabilidade no ato sexual, tão banalizado nos dias de hoje.
Abordar a sexualidade de forma aberta e responsável é quesito básico para levar os filhos a entenderem as influências que levam ao início da vida sexual cada vez mais cedo e suas consequências, nem sempre tão prazerosas.
O diálogo deve prevalecer e os pais devem orientar os filhos sobre o ato sexual, que além de prazer, envolve responsabilidade, sentimentos e afetividade. Além do diálogo, as atitudes e os exemplos não passam despercebidos pelos filhos.
A saúde também alerta quando à necessidade das pessoas procurarem as unidades de saúde a fim de realizar o teste rápido de HIV, além de outros testes como de sífilis e hepatites. O teste rápido contribui para que em sendo portador, o diagnóstico da doença possibilita para o controle eficaz e melhor qualidade de vida com o uso de medicamentos adequados, fornecidos gratuitamente pela saúde pública.
Saber do contágio pelo HIV precocemente aumenta a expectativa de vida do soropositivo. Se ele busca tratamento especializado no tempo certo e segue as recomendações do médico, ganha em qualidade de vida. A infecção pelo HIV pode ser detectada com, pelo menos, 30 dias a contar da situação de risco, quando o exame de sangue já consegue identificar os anticorpos contra o HIV.

Por Antônia Claudete Martins – Editora Chefe

*Editorial publicado no Jornal “O Celeiro”, Edição 1507 de 30 de novembro de 2017.

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