Domingo , 22 Setembro 2019
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Especial Celeiro: Ações simples para controlar as finanças no fim de ano

As dicas são de Reinaldo Domingos – Doutor em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin – www.abefin.org.br) e da DSOP Educação Financeira (www.dsop.com.br). Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira.

O prazo para pagamento da segunda parcela do O 13º salário encerrou nessa quarta-feira, 20 de dezembro. Usar o 13º salário para quitar dívidas é combater apenas os efeitos do endividamento, e não a causa. Com essa atitude, só estará mascarando o real e verdadeiro problema, que é a ausência de educação financeira em toda família. É apenas sabendo exatamente o quanto entra e o quanto sai do bolso mensalmente que é possível administrar os gastos sem ficar no vermelho. Portanto, antes de ir compulsivamente às compras neste final de ano, faça um diagnóstico da sua situação financeira. Relacione todas as despesas fixas e variáveis para descobrir o comprometimento dos seus ganhos com as dívidas. Investigue para onde está indo cada centavo do seu dinheiro. Só assim conseguirá saber quais são os gastos supérfluos que podem ser eliminados.

Verifique se está altamente endividado, ou seja, se já tem mais despesas do que seu bolso suporta. Certifique-se de que, mesmo estando no azul, irá conseguir pagar as compras que pretende fazer, lembrando que ao entrar em endividamentos agora, estará criando parcelas que se arrastarão pelo ano seguinte.

Portanto, faça escolhas que estejam dentro do seu padrão de vida. Se as condições não permitem, procure opções mais prazerosas e de menor valor. O ideal é não se endividar com compras e viagens de final de ano, então pesquise os melhores preços de presentes e itens da ceia e das festas e experimente estipular um valor máximo a gastar com cada item. Na hora de pagar, peça desconto, sempre.

Para quem já tem perfil investidor, o 13º é uma ótima oportunidade para incrementar o investimento. 50% pode ser destinado para alguma aplicação que já possua e os outros 50% pode servir para planejar um salto em direção à sua independência financeira, investindo, por exemplo, em previdência privada.

E lembre-se: fim de ano é tempo de fazer planos para o futuro. Aproveite para reunir a família, inclusive as crianças, para conversar sobre o que querem realizar no futuro. Definam pelo menos três sonhos prioritários que tenham diferentes prazos a serem realizados: curto (em até um ano), médio (em até dez anos) e longo (acima de dez anos). Acredite, esse será um fator de motivação, um grande estímulo para ajustar e conduzir o orçamento familiar.

Evite compras por impulso: Algumas perguntas devem ser feitas antes de comprar, como: estou comprando por necessidade real ou movido(a) por outro sentimento, como carência ou baixa autoestima? Se não comprar isso hoje, o que acontecerá? Tenho dinheiro para comprar à vista? Se comprar a prazo, terei o valor das parcelas? O acúmulo de parcelas colocará em risco a realização dos sonhos que priorizei com a família?

Pesquise preços e compre à vista: Pode parecer difícil, mas, com planejamento dá para comprar à vista tudo aquilo que deseja. Quem poupa dinheiro e pesquisa o melhor preço, paga menos e tem grandes chances de conseguir bons descontos. Lembre-se: as prestações também são formas de endividamento.

Peça descontos: Um grande problema do brasileiro é a vergonha na hora de negociar, assim, deixe isso de lado, não há problema nenhum em buscar o melhor preço. Se um produto custa mil reais e pode ser parcelado em 10 vezes de 100 reais, certamente à vista custará de 10% a 20% menos.

Retenha 10% dos rendimentos: Para começar a construir a independência financeira, é preciso guardar cerca de 10% daquilo que ganha. Com o tempo, pode-se partir para um plano de previdência privada e conseguir complementar a aposentadoria pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Se atente às dívidas: É importante sempre investigar o que o leva a gastar mais do que ganha, deixando assim de poupar para a realização de sonhos. Partir para a renegociação ou buscar acordos com o(s) credor(es) sem antes saber qual é a sua real capacidade de pagamento, sem cortar excessos ou ajustar o orçamento ao verdadeiro padrão de vida, é um grande risco, além de uma medida paliativa que apenas atrasa a solução do problema.

*Reportagem publicada no “Caderno Especial de Natal” do Jornal “O Celeiro”, Edição, 1510 de 21 de dezembro de 2017.

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