Quarta-feira , 18 Setembro 2019
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Era digital: Tansformação ou Inovação

Camilo Dorneles

Nos dias de hoje vivemos mergulhados num era digital, cheia de celulares, tablets, iphones, enfim, uma vasta área, cheia de aplicativos dos mais variados tipos de comunicação e entretenimentos. Com isto temos vários desafios, entre um deles, a educação.

Vivemos em um tempo de transformações rápidas, momento da história da evolução humana. Tempo tão veloz que se torna difícil seguir o curso normal das coisas. A corrida da era digital está apenas começando. Novas formas de interagir, comunicar, informar, educar. Estamos diante de uma realidade jamais imaginada, e de um futuro de incertezas e desafios. Um mundo construído com novas informações, de diferentes formas: onde estamos, o que fazemos e do que gostamos. O que devemos fazer com essas informações? Uma alternativa é “viver intensamente” o tempo presente e compreender um futuro em que a tecnologia irá nos direcionar por caminhos jamais imaginados. Por outro lado, um mundo onde é fundamental preparar a geração dos chamados “nativos”, os nascidos na era digital, não apenas para o uso das mídias ou um bom desempenho escolar, mas também para os valores humanos, éticos e para o respeito das diversidades.
A escola e o docente precisam valorizar a tecnologia como instrumento de aprendizagem e, ao mesmo tempo, entender que tal tarefa não é simples. É preciso deixar de lado a forma como fomos educados, no processo linear, na família, na Igreja e na sociedade. “Pois o “digital” possibilita outro modo de pensar, outra forma de construir o conhecimento, pautado em uma lógica não mais linear, mas em um conjunto de nós ligados por conexões” (Pierre Levy).

Mas com tudo isso, como devemos viver ou até mesmo agir com esta era digital?

Não vamos romper com o uso das tecnologias porque elas já fazem parte de nossas vidas, às vezes sem nossa permissão. Viver em um mundo digital é muito melhor do que antigamente, mas épreciso mudar paradigmas, mudar a forma de pensar. Novas atitudes requerem a revisão da educação e a busca de fundamentos na razão. Diante das mudanças, são necessárias atitudes de prudência e persistência, já que presenciamos a maior transformação cultural relacional de todos os tempos. Nunca na história da humanidade o cérebro humano passou por mudanças tão bruscas como nos dias atuais. De certa forma, podemos entender que a tecnologia expande o cérebro do homem, possibilitando-lhe fazer o que em outras épocas jamais faria sozinho. Isso requer muito esforço da parte do educador e dos que chegaram à tecnologia digital mais tarde na vida e, por isso, precisam se adaptar a ela.

Para os “nativos” dessa era, a educação está em todo lugar. A partir de um dispositivo digital conectado à internet, há um universo inteiro de sons, palavras e imagens na ponta dos dedos. Em casa ou na rua se pode ter acesso a qualquer informação. A “aldeia global”, como dizia o teórico canadense Marshall McLuhan, na sua teoria: “Derruba as fronteiras geográficas, tornando os jovens cidadãos planetários”.

Dessa forma, o educador deixou definitivamente de ser apenas o detentor do saber, transmissor de conteúdo, disciplinador e juiz da sala de aula, para se tornar treinador, parceiro, orientador, intermediário e amigo entre o aluno e os conhecimentos que as tecnologias fornecem. A educação precisa ser menos informativa: a hora é de partilhar, aprender junto, compartilhar.

Com isto, olhando para este meio digital, que esta em nosso convívio, cada vez mais forte, não podemos deixar de olhar e viver nossos valores, um bom diálogo com quem esta ao nosso lado, aquele olho no olho, enfim, viver um momento família, aquele aconchego, em que pode ser o aplicativo mais perfeito e de última geração, mas ele não permite um abraço, um beijo e um carinho, ele pode sim te distanciar, mas não o aproxima de quem realmente te ama e te valoriza, vamos usar o melhor aplicativo já inventado pelo homem, o velho e bom diálogo.

Por: Camilo Dorneles
Palestrante Motivacional, Comunicador e Orador
camilodorneles@hotmail.com

*Coluna publicada no jornal “O Celeiro”, Edição, 1536 de 05 de julho de 2018.

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