Terça-feira , 13 Novembro 2018
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Avanços na medicina tem beneficiado mulheres na luta contra o câncer de mama

Doença deixou de ser um estigma e tratamentos oferecidos tem tido resolutividade

Rodrigo Raineski

O Outubro Rosa continua firme em sua campanha contra o câncer de mama incentivado todas as mulheres a se prevenir e cuidar da saúde. Muito estigmatiza, a doença é amedrontadora, há anos atrás ser diagnosticado com a doença era quase que ouvir uma sentença de morte. O paciente sofria tanto pela doença quanto pelo tratamento que deixava a pessoa extremante debilitada. Com os avanços na medicina a cura contra o câncer de mama tem sido bem mais rápida e mais bem-sucedida. Mesmo em estágios mais avançados ainda é possível ter esperança. O câncer de mama tem sido uma das doenças mais estudadas pelos pesquisadores da área tornando possível que sejam descobertas fórmulas e tratamento eficazes e menos agressivos. Portanto, nada de medo! Previna-se e vá ao médico.

O mastologista Rodrigo Raineski, que atua na clínica de Bem-Estar Minha Essência, explicou o avanço nos tratamentos oferecidos as mulheres com câncer de mama e afirma que a maioria deles podem ser bem menos invasivos, permitindo que a mulher não precise de tratamentos mutiladores, principalmente quando a doença é diagnosticada no início. E o que tem contribuído com isso são as campanhas que tem sensibilizados as mulheres a fazer um rastreamento preventivo facilitando e promovendo um diagnóstico precoce. “Hoje em dia estamos cada vez mais menos invasivo e muito mais seletivo no tratamento, e estamos pegando casos cada vez mais cedo, justamente pelas campanhas. Antigamente o câncer de mama era tratado de forma agressiva, tinha a mastequitomia, a retirada de músculo. A maior novidade que temos a oferecer no câncer de mama são os tratamentos conservadores”. afirma.

Através de pesquisas na área ado câncer de mama os tratamentos foram se revolucionando e deixaram de ser tão radicais para ser tornar mais leves e eficazes, sendo possível, na maioria dos casos, manter a estética das mamas. São realizadas pesquisas para cada tipo de tumor, aonde são eleitos os tratamentos mais indicados para cada um, envolvendo desde hormônios a terapias que vão bloquear a proliferação de tipos de células até tratamentos que vão focar especificamente certos receptores que a doença vai oferecer. O investimento em estudos e pesquisas para conhecer e desenvolver técnicas tem promovido um alto índice de cura do câncer de mama. A especialidade em mastologia cuida especificamente dos casos de câncer de mama, é uma área nova que muitos ainda não conhecem, sendo uma derivação da ginecologia direcionada para o cuidado das mamas, e esse profissional está habilitado para acompanhar e orientar a paciente que apresenta a doença.

Estes avanços ocorridos na medicina devem chegar ao conhecimento das pessoas, afirma o Dr. Rodrigo, pois com a informação correta as mulheres podem ficar cientes do que tem a sua disposição e por meio do conhecimento é possível desmitificar alguns paradigmas por trás do câncer. “Se espalham muitas informações, algumas boas, outras ruins. Mas é papel do médico orientar as pacientes a procurar locais seguros que tenham a informação baseada em evidências. A disseminação do conhecimento ajuda na prevenção. O quadro clássico de uma doença avançada é aquela senhora, geralmente com mais de 70 anos, que tem pouco conhecimento sobrea doença, e que ainda tem preconceito de procurar o médico”, destaca. Antes de mais nada é preciso que a mulher se conheça, ela precisa ter o hábito de se tocar, tocas as mamas, pois quando ela sentir alguma alteração já é um sinal a investigar.

A princípio a mulher deve procurar o clínico geral ou o ginecologista, que deverá encaminhar ao mastologista se o câncer de mama já estiver instalado. “As pessoas que já passaram pelo mastologista tiveram êxito no tratamento, se pegar um tumor inicial na mama, a chance de cura é maior que 96 %. O câncer é como uma doença qualquer, existe diagnóstico e cura. Muitos pacientes já passaram por isso e conseguiram viver normalmente, Até mesmo aquelas que tem a doença em estágio avançado podem ser bem-sucedidas. Não é uma sentença de morte. Com as drogas mais especificas é possível paralisar aquela doença e a pessoa consegue viver muitos anos ainda”, relata.

O médico salienta que o cuidado com a saúde deve ser constante e ir ao médico pelo menos uma vez ao ano já contribui para que muitas doenças possam ser prevenidas. “É possível se prevenir de 80% das doenças com a ida anual ao médico”, garante, lembrando que cuidar da saúde deve ser um ato constante, não apenas no mês de outubro, mas todos os dias do ano.

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, edição 1552 de 25 de Outubro de 2018.

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