Terça-feira , 17 Setembro 2019
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Chegada do Verão deve alertar população para os riscos da dengue

Clima oscilante favorece o surgimento do mosquito Aedes Aegypt, vetor da dengue, febre chicungunha e Zyca

A chegada do verão deve deixar as pessoas alertas quanto ao risco do surgimento do temeroso mosquito Aedes Aegypti, que apesar de pequeno tem o grande potencial de transmitir várias doenças perigosas: A dengue, a febre Chikungunha e a Zyca. Lembrando que este mosquito também participa no ciclo urbano de transmissão da febre amarela. Na virada de estação é comum as variações temperaturas, em que há dias que faz um sol escaldante e em outros a chuva não cessa. Essas dobradinhas facilitam a proliferação rápida e em larga escala do mosquito transmissor. Com o aumento da quantidade de mosquitos será maior a chance de uma pessoa ser picada e acometida por alguma das doenças. É importante que todas as pessoas estejam atentas para não descartar recipientes que podem servir de “hospedagem” aos mosquitos, como garrafas plásticas, vasos de plantas, calhas, e demais lixos.

O mosquito, além de ser um vetor perigoso também é rápido em seu desenvolvimento, levando em média sete dias, ou, dependendo das condições, pode levar um pouco mais ou um pouco menos de tempo para chegar a sua fase adulta. Ele tem o corpo marrom com manchas branco-prateadas nas pernas e na parte superior do tórax. Caso as pessoas identifiquem o mosquito aconselha-se que o mesmo seja levado para o Programa de Controle de Endemias do município ou para a Vigilância Sanitária. Felizmente não há registro de nenhum caso de Dengue, Zika ou Chikungunya em Campos Novos, mas é importante que todos fiquem alertas quanto aos cuidados que devem ser tomados para evitar ele apareça e faça alguma vítima.

De acordo com o fiscal da Vigilância Sanitária, Mário Arthur Favretto, os agentes de controle de endemias realizam inspeção a cada 15 dias em pontos estratégicos do município, tais como, cemitérios, borracharias, ferro-velhos e floriculturas, pois são estabelecimentos que possuem diversos locais que podem servir de criadouro para mosquitos. Esses servidores são responsáveis pelo monitoramento da presença ou não do mosquito no município. “Quando há informações sobre a presença de alguma larva ou adulto do Aedes aegypti, elas iniciam um trabalho de inspeção em todos os imóveis em um raio de 300 m a partir do local de encontro da larva ou mosquito. Todo o programa é estruturado com base na biologia do mosquito, as armadilhas são vistoriadas a cada sete dias, pois é o tempo médio da eclosão da larva até virar adulto, e as inspeções são em um raio de 300 m, pois é a capacidade média de voo do mosquito”, explicou.

Caso algum cidadão não atenda às orientações fornecidas pelas agentes de controle de endemias durante suas visitas domiciliares e permaneça criando condições de risco para proliferação do mosquito, então esta pessoa estará sujeita a sofrer uma autuação. Isto baseado no fato de não ter tomado as devidas providências para evitar o risco de proliferação de mosquitos vetores de doenças e por estar gerando um risco de prejudicar a saúde da população. A mesma ação pode ser realizada quando recebemos alguma denúncia sobre alguma situação similar de risco. No caso de o indivíduo souber de algum outro imóvel que apresente condições que sirvam de criadouro para o mosquito, ou seja, que tenham locais com água parada, como pneus, latas, plásticos em geral, piscinas não tratadas, caixas-d’água abertas, entre outros. Então ele pode fazer uma denúncia na Vigilância Sanitária.

Para ajudar a população a ter mais conhecimento sobre o assunto o Programa de Controle de Endemias por meio das Agentes de Controle de Endemias realizou recentemente palestras de orientação sobre os cuidados que as pessoas devem ter para evitar a proliferação do mosquito. Essas palestras tiveram como público alvo principalmente crianças. Mas é importante que todos conheçam os riscos e se previnam contra a ação do mosquito. Em caso de suspeitas da doença é importante procurar atendimento médico.

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1556 de 22 de Novembro de 2018″

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