Quarta-feira , 21 Agosto 2019
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Projeto Fronteira em Movimento promove interação de universitários com a sociedade

Em alusão ao mês da consciência negra, universitários realizam ação em conjunto com associação quilombola

Nos dias 09, 10 e 11 de novembro aconteceu o Fronteira em Movimento, projeto realizado pela Pró-reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em conjunto com a Associação dos Remanescentes do Quilombo Invernada dos Negros e a Prefeitura Municipal de Campos Novos-SC.

Essa ação visa promover uma inter-relação da Universidade com os setores da sociedade, com vistas a fortalecer a mobilização e a interação universitária junto à comunidade, vinculando-se aos fins da Universidade, ao alicerçar-se ao caráter universalizador, democrático e popular, bem como, ao priorizar as relações de fortalecimento do diálogo, proporcionando contribuições aos grupos sociais envolvidos.

As atividades realizadas são alusivas ao mês da Consciência Negra e foram constituídas para aproximar a UFFS a este território de cultura, saberes e resistência, objetivando estabelecer um vínculo com esta realidade, além de reforçar o compromisso da Universidade com a questão étnica e cultural, em reconhecimento a todos os povos.

Um grupo de mais de 100 pessoas da comunidade acadêmica da UFFS, envolvendo docentes, discentes e técnicos dos campi da UFFS de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, além de 150 pessoas da comunidade quilombola, participaram dos três dias de atividades, que contou com apresentações culturais, círculos de diálogo, palestras, oficinas nas áreas de educação, cultura, saúde e educação ambiental, o que resultou em um horto medicinal (relógio biológico), uma horta comunitária, e um parque infantil no Núcleo Pinheiro Chato. Também foram realizadas oficinas de produção audiovisual, sarau de poesias e mobilização para organização cooperada visando geração de trabalho e renda. A escola José Faria Neto, localizada na Comunidade Ibicuí, serviu de base para a equipe da Universidade durante os três dias de atividades.

De acordo com o Pró-reitor de Extensão e Cultura da UFFS, professor Emerson Neves da Silva, “esse projeto consiste em inserir a comunidade acadêmica em uma realidade social, provendo a troca de experiências entre os dois públicos.” O pró-reitor também destacou que se trata de um projeto construído coletivamente entre as três Instituições, onde a UFFS ficou responsável pela coordenação em conjunto com a Associação dos Remanescentes do Quilombo Invernada dos Negros e o governo municipal ofereceu a infraestrutura necessária à realização das atividades.
Além da programação realizada no local, também foi dado início à produção de um documentário intitulado “Resistência”, no intuito de dar visibilidade à memória, à cultura e à trajetória da comunidade quilombola, que está em processo de reconhecimento de seu território. No domingo, dia 11, ao final da programação, foi elaborada avaliação conjunta entre os participantes, com vistas a estabelecer as ações de compromisso que serão desenvolvidas junto à Invernada dos Negros, dando continuidade ao trabalho.

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1555 de 15 de Novembro de 2018.

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