Domingo , 22 Setembro 2019
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Airton Spies não descarta possibilidade de mais um mandato a frente da Secretaria de Estado da Agricultura

Atuando na gestão de vários governadores durante os últimos nove anos, Spies diz que ainda tem muita energia para trabalhar

O atual secretário de Estado de Agricultura e Pesca, Airton Spies, esteve mais uma vez em Campos Novos e conversou com a imprensa sobre seu legado durante os anos trabalhados promovendo o agronegócio no estado de Santa Catarina. Sua atuação como secretário finda no dia 31 de dezembro, quando também será finalizada a gestão do atual governador Eduardo Pinho Moreira. Spies afirmou que teve um encontro com o futuro governador, Carlos Moises, mas que não recebeu nenhum convite para permanecer no cargo, mas afirma que se houver o convite aceitará com satisfação

Apesar de gerar especulações, o encontro com o futuro governador não se tratou de uma ‘entrevista de emprego’, segundo Spies, ocorreu um diálogo agradável entre ambos acerca da situação do agronegócio em Santa Catarina. “Apresentei a ele a agricultura de Santa Catarina, como é o agronegócio, suas perspectivas, seus desafios e oportunidades. Apresentei também a estrutura do setor público agrícola que é comporta a Cidasc, Epagri e o Ceasa. Temos cerca de 3 mil servidores, e um orçamento total de R$ 700 milhões por ano. O governador ficou impressionado e muito interessado pelo agronegócio, foi uma reunião muito agradável”, relatou, deixando claro que não houve conversa sobre o cargo de secretário. “Não falamos de cargo. É muito cedo para falar qualquer coisa sobre isso, até porque eu não estou correndo atrás dessa indicação. Ela pode acontecer, mas é questão livre do governador. Se eu fosse escalado seria um prazer trabalhar nesse novo governo, mas eu não recebi nenhum convite pessoalmente”.

Spies é um grande conhecedor da área do agronegócio, formado em agronomia, ele exerceu durantes anos cargos neste setor, e seu conhecimento ajudou na evolução dos trabalhos exercidos pela secretaria. E sobre o crescimento e realizações do órgão ele conta com saldo positivo tudo que foi feito durantes os anos que se passaram. “Neste tempo tivemos muitas conquistas e os números falam por si. Santa Catarina tem hoje 29% do seu produto interno bruto com o agronegócio, essa produção vem de pequenas propriedades que aplicam muita tecnologia. cuidamos das questões da pesquisa agropecuária, extensão rural executada pela Epagri, a defesa agropecuária pela Cidasc e os programas de fomento incluindo o Ceasa. Tivemos bons resultados porque a economia de Santa Catarina sofreu menos com a crise brasileira do que os outros estados e muito disso se deve ao agronegócio, pois é moderno, conectado com o mercado mundial, conseguimos gerar emprego, renda e oportunidades. Temos um índice de desenvolvimento acima da média brasileira e somos reconhecidos pelos outros estados como um estado que fez muito na agropecuária”, comentou.

Todas essas ações são fruto da experiência de atuação dedicada as atividades em pesquisa agropecuária que já acontecem desde 1981. “Exerci por 34 anos meu trabalho na Epagri como pesquisador e extensionista, me aposentei em maio nessa atividade, já soma 37 anos, que foi concomitante com a secretaria, nesse período a gente deixa um legado. Quero levar esse conhecimento para mais pessoas”.

Toda essa experiência ele deseja contunuar usando em benefício de Santa Catarina. “Continuo com muita energia para trabalhar, posso contribuir muito com o estado, mas as minhas obrigações terminam em breve, e se não houver alguma outra atribuição eu me considero aposentado a partir do dia 1 de janeiro”, conclui.

*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1559 de 13 de Dezembro de 2018.

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