Domingo , 16 Dezembro 2018
Home / Saúde / Dezembro Vermelho: Município se prepara para a Campanha contra o HIV e outras Dst’s

Dezembro Vermelho: Município se prepara para a Campanha contra o HIV e outras Dst’s

Regulamentado por lei, a campanha reforça a prevenção, proteção e promoção dos direitos da pessoa com HIV

O Ministério da Saúde tem realizado campanhas preventivas nacionais contra as doenças que mais acometem a população. Já tivemos o Outubro Rosa, estamos finalizando o Novembro Azul, e iremos iniciar o Dezembro Vermelho, com foco na prevenção da Aids e das demais doenças sexualmente transmissíveis. A iniciativa que foi regulamentada pela lei 13.504 de 2017, tem o intuito de chamar atenção para as medidas de prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos humanos das pessoas portadoras do HIV. O mês de dezembro foi escolhido para a realização da campanha em virtude do Dia Mundial contra a Aids ser celebrado no dia 1° de dezembro. A atenção básica municipal já definiu no seu calendário o dia 8 de dezembro para realizar um trabalho voltado a orientação e realização de testes rápidos.

Muito comuns no Brasil, as doenças sexualmente transmissíveis (DST’s), poderiam ser evitadas se as pessoas tomassem os devidos cuidados durante as relações sexuais. Sabemos que as relações são atividades naturais e saudáveis, mas jamais deve ser encarada de modo irresponsável, pois isso implicaria em sérias consequências, além da aids, outras doenças podem surgir. Os profissionais de saúde alertam que o sexo deve ser feito de forma segura, e um dos principais meios de promover essa segurança é com o uso da camisinha, que segundo a Organização Mundial de Saúde, é um dos métodos mais eficazes para prevenir as DST’s, e não tem desculpa para não usa-las, afinal ela são distribuídas gratuitamente nos Postos de Saúde. O trabalho inicial das campanhas é sempre voltado para a prevenção das doenças. É comum que as palestras educativas englobem as várias enfermidades que se espalham através do contato sexual, podendo ser causada por bactérias, vírus ou parasitas. As mais comuns são o vírus papiloma humano, mais conhecida como HPV, que causa verrugas em diversa partes do corpo, a herpes genital, infecção caracterizada por dor e feridas genitais, clamídia, gonorreia, sífilis e a tão temida aids.

O método de proteção é simples e acessível a todos, mesmo assim os números de pessoas afetadas com DST’s, são alarmantes e não param de crescer. De acordo com o Boletim Epidemiológico da HIV/Aids do Ministério da Saúde, o número de novos casos de HIV subiu quase 140% entre 2007 e 2017. Entre jovens de 15 a 19 anos do sexo masculino, o aumento chegou a 590%. No mesmo período, o número de novos casos de sífilis aumentou em 133% entre mulheres grávidas e o aumento de sífilis congênita em bebês menores de um ano foi de 60%. Em Campos Novos temos registro de 97 casos. Aqueles que apresentarem alguma doença depois do contato sexual devem buscar por tratamentos que os permita ter qualidade de vida.

Paralelo ao aumento dos casos de DST’s avançam os estudos que viabilizam novos tratamentos médicos dessas doenças. A mais temível, a AIDS, deixou de ser uma sentença de morte, e hoje é possível conviver com a doença e ainda sim ter uma vida saudável através do tratamento antirretroviral, que pode ser conseguindo via SUS conforme prevê a lei. O Brasil tem uma das maiores coberturas de tratamento antirretroviral (TARV) segundo os dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde.

As campanhas do Dezembro Vermelho serão trabalhadas de acordo com a realidade de cada município. O enfermeiro Kleber Siqueira conta que o município irá realizar atividades educativas para promoção e prevenção nos durante a semana nas Unidades de Saúde. A Secretaria Municipal de Saúde havia programado para o dia 8 deste mês o Dia D de prevenção, mas devido ao atraso na chegada de materiais informativos e preservativos por parte dos Ministério da Saúde, a programação foi cancelada.

Kleber alerta a importância da prevenção, principalmente o uso de camisinha. “O Ministério propõe que as pessoas tenham vida sexual ativa, segura e saudável. Uso da camisinha é benéfico para a proteção de muitas doenças. Além do vírus HIV, existe a possibilidade de pegar uma sífilis, uma gonorreia, hepatite. O HIV deixa a pessoa com a imunidade baixa, facilitando a presença de outras doenças, e esse agravante é que pode levar as pessoas a óbito. O foco é orientação, prevenção, e orientação em saúde. Com esse acompanhamento, identificando a presença da doença, é possível que essa pessoa tenha uma vida normal e saudável, com qualidade de vida”, conclui.

*Reportagem publicada no Jornal “O Celeiro”, Edição 1557 de 29 de Novembro de 2018.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *