Terça-feira , 25 Junho 2019
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Glândula Anal Canina Inflamada e Limpeza

Alexandra Niec

Olá, amigos leitores, ao pensar na coluna desta semana resolvi fazer um alerta aos donos de animais. A inflamação da Glândula anal canina é uma doença muito comum que acontece muito em cães que vivem em jardins ou terrenos. Não se trata de um possível diagnóstico ou menos ainda um roteiro para auto-medicação.

Caso você perceba um forte e desagradável cheiro em seu cão mesmo após os banhos, ou perceba que ele começou a esfregar o bumbum no chão com mais frequência ou está apresentando dificuldade para defecar é possível que ele esteja com a glândula anal, ou saco anal, inflamada ou infeccionada.

Muitas pessoas não sabem, mas os cães possuem uma bolsa que é conhecida como glândula anal ou saco anal. Ali nessa glândula há uma substância de cheiro bem forte, até desagradável, de consistência grossa ou leitosa, levemente oleosa.

A sua função é deixar pelo cheiro sua marca ou identificação, podendo servir para demarcar território ou até mesmo se apresentar como identificação.  Em alguns momentos como medo, ansiedade ou felicidade, o cachorro pode liberar esta secreção. No momento que o cão defeca a glândula é acionada e as fezes leva consigo um pouco dessa substância.

Infelizmente para alguns cães algo pode sair errado. Por causa de alimentação ou até algum efeito físico externo é possível que a glândula possa ter problemas e daí acaba inflamando. Para evitar isso é recomendável em alguns casos que a limpeza da glândula seja feita rotineiramente a cada banho, mas por pessoa que saiba o que está fazendo, tentar fazer uma limpeza não adequadamente poderá aí desencadear uma inflamação.

Nós veterinários sempre recomendamos nesse caso se não souber fazer direito procurar um profissional. Em casos agudos é preciso até cirurgia, em casos mais simples de inflamação é possível ter um tratamento muito eficaz. Entretanto só visitando um veterinário é que se poderá avaliar o caso e medicar. Essa coluna serve para que os donos fiquem alerta aos sinais e possam contornar o problema antes que algo simples possa se tornar um problema grave evitando altos custos e o sofrimento do animal.

Por: Alexandra Niec
Médica Veretinária – CRMV/SC 5056
Veterinária da Clínica Bicho Mania

*Coluna publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1558 de 06 de Dezembro de 2018.

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