Terça-feira , 17 Setembro 2019
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Mais que um alerta, uma cobrança

A medicina no decorrer dos anos tem avançado de forma absurda, doenças que antes eram fatais, hoje são tratadas e até curadas em pouco tempo. Esse progresso é significativo para a humanidade que está exposta a uma infinidade de doenças, mas não há muito o que se preocupar, afinal temos ao nosso dispor a mesma gama de remédios para combate-las. A Aids, uma doença que há muito era tão amedrontadora, hoje já não assusta tanto e através de tratamentos gratuitos, é possível conviver com o vírus e levar uma vida normal e saudável. Foca-se nos efeitos e não na causa. Simples assim.

O que podemos aferir diante disso? Será que o aumento das doenças sexualmente transmissíveis se dá por causa da possibilidade de tratamento? Ou será por falta de conhecimento sobre este tema tão importante? Não podemos culpar os avanços da medicina por isso, na verdade eles deveriam nos fazer ser mais cuidadosos ainda, pois o uso continuo de remédios também tem suas consequências.

Portanto, é provável que esse aumento ocorra devido a carência de informações mais precisas sobre os riscos de relações sexuais sem proteção. Em especial os jovens devem ter essa orientação ainda mais direcionada. O desejo sexual é natural do ser humano, e os jovens quando desenvolvem este lado querem sacia-lo sem muitas responsabilidades. Alguns não entendem que o prazer também exige cuidados. O uso de camisinha é o método mais indicado para a proteção de doenças.

A Campanha Dezembro Vermelho é de extrema importância para tocar aqueles que tem uma vida sexual ativa. Mas um mês não será suficiente para alertar a população. Essa disseminação de informações deve ser constante. Mais do que um alerta, essas campanhas devem fazer uma cobrança. Falta de cuidados gera doença, doença gera gastos para o paciente e para o Estado. Portanto a promoção da saúde é benéfica para todos. Em pesquisa do Ministério da Saúde verificou-se que cerca de 60% das pessoas admitiram não usar preservativo.

As campanhas deveriam ser continuas, sendo iniciadas primeiramente dentro de casa, e depois nas escolas e na mídia. As responsabilidades precisam ser compartilhadas. A educação e orientação médica por meio de cartazes, palestras e ações de saúde feitas constantemente talvez surtam um efeito positivo e os números poderiam deixar de aumentar. Não existe contraindicação ao sexo, mas cuidado e segurança também faz parte do ato.

Por: Priscila Nascimento, Jornalista

*Editorial publicado no Jornal “O Celeiro”, Edição 1557 de 29 de Novembro de 2018.

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