Terça-feira , 23 Julho 2019
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Síndrome de ansiedade de separação em cães

Vanessa Barcarolo

Este tema tem tomado cada vez mais importância nos dias de hoje, visto que a maioria dos proprietários de cães ficam boa parte do dia trabalhando e pelo fato de ter uma forte dependência afetiva com seu cão, ao ponto de tratar como se fosse seu filho.

A humanidade está cada vez mais solitária, as pessoas trabalham mais para obter mais lucros. Para compensar esta solidão e carência, muitas optam em ter um cão, e quando estão juntos o tornar o centro das atenções. Não que isto esteja errado, mas a maioria dos proprietários de cães faz isso inconscientemente, e não imagina o que isso pode significar para o cão.
Esta relação extremamente dependente, deixa os cães muito ansiosos e inseguros. Como consequência o cão irá apresentar Síndrome de ansiedade de separação, que é uma série de manifestações que o cão apresenta quando deixado sozinho em casa.

Dentre os comportamentos, poderão ser observados xixi e cocô no lugar errado como na porta ou cama do dono, vocalizações em excesso (uivos, latidos, choros), comportamento destrutivo (arranhar sofás, morder objetos pessoais do dono, janelas, pé de mesa, pé de cadeira, portas), depressão, anorexia (perda de apetite), hiperatividade, podem mastigar portas e janelas quando o dono não está na tentativa de segui-lo, mastigam móveis, fios, paredes, roupas, não comem ou bebem enquanto o dono não retornar, podem apresentar também automutilação na tentativa de combater o tédio.

Não existe raça específica para o desenvolvimento da síndrome, mas os cães que a desenvolvem são muito agitados, seguem o dono por todos os lugares, pulam em cima do mesmo o tempo todo. Os cães com Ansiedade de Separação, sentem e sabem quando seu dono está para sair e nesse momento choramingam, solicitam atenção, pulam, tremem, seguem insistentemente o proprietário. Para o tratamento da ansiedade de separação deve incluir uma modificação da relação do dono com o cão, prática de atividade física pelo animal, treino para a obediência, modificação de estímulos antecedentes a partida do dono e consequentes à chegada do mesmo, prevenção e uso de ansiolíticos em alguns casos, sempre associado a toda a reorganização da vida do cão e do dono, pois somente o medicamento não mudará nem resolverá a causa do problema, somente irá mascará-la e o objetivo é trazer o animal para o convívio e não retirá-lo.

Por: Vanessa Barcarolo
Médica Vererinária – CRMV/SC 5411
Veterinária da Clínica Bicho Mania

*Coluna publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1572 de 04 de Abril de 2019.

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