Terça-feira , 23 Julho 2019
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Vamos dançar?

“Diversidade é convidar para a festa, inclusão é chamar para dançar”, esta frase já foi atribuída a vários autores. Mas o que realmente importa aqui é a mensagem que ela traz. São muitos os discursos sobre diversidade e inclusão. Se tornou um assunto comum, mas quem realmente abraça a causa na prática? Oportunidades não faltam no dia a dia para demonstrar empatia com quem se apresenta como diferente aos nossos olhos.

Este é um assunto tão abrangente que, as vezes nem reconhecemos uma situação em nossa frente. Estamos acostumados com situações mais pontuais de extremo preconceito e discriminação, situações que causam revolta, como casos envolvendo humilhação, espancamento, e até a morte de indivíduos segregados. Mas não é preciso chegar a esse ponto para enxergar essas pessoas.
Aos poucos ‘as minorias’, com muita luta, vão conquistando seus direitos através de leis que estipulam regras e punição para atender as necessidades e garantir os direitos dos excluídos. O Poder Público é um dos grandes responsáveis para a implantação da lei, mas nem sempre é possível ter um controle sobre as ações individuais.

Como nos comportamos quando vemos uma pessoa cega atravessar a rua? Será que apenas reclamamos da falta de um sinal sonoro, ou tomamos a iniciativa em oferecer ajuda? Quando encontramos um estrangeiro com dificuldades nos oferecemos para ajuda-lo ou simplesmente o ignoramos? Quando vemos um idoso fazendo uma atividade muito pesada nos oferecemos para ajudar? Os pais ensinam por meio do exemplo seus filhos a ter respeito com os coleguinhas especiais em sala de aula? Ignoramos agressões contra negros ou homossexuais, mas os tratamos com dignidade e respeito no dia a dia? Fazemos individualmente nossa parte para contribuir com a inclusão? Esse grupo de pessoas está apensas sendo convidado a festa, ou estamos os convidando para dançar?

O mundo se torna melhor quando cada um faz sua parte para que todos sejam tratados de forma justa e igualitária. Não adianta exigir das autoridades o que não fazemos diariamente. Na edição desta semana a matéria de capa destacou apenas três exemplos nos quais a diversidade e a inclusão devem andar de mãos dadas. Ao ouvir os relatos alegres de como cada um deles se sente quando recebe um simples gesto de carinho evidencia que nossas ações podem fazer a diferença na vida dessas pessoas.

Por: Priscila Nascimento
Jornalista

*Editorial publicado no jornal “O Celeiro”, Edição 1574 de 18 de abril de 2019.

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