Quarta-feira , 21 Agosto 2019
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O amor e o mercado

Existem muitos seres humanos insensíveis as causas animais, porém, existem aqueles que se derretem pelos bichinhos de quatro patas. Há alguns anos atrás os animais de estimação eram vistos apenas por sua utilidade. Geralmente os cachorros eram os seguranças e os gatos os caçadores de ratos e baratas, apenas isso. Mas esta situação a cada dia vai ficado diferente. Atualmente eles assumiram um novo posto dentro de casa e já são tidos como integrantes da família.

Parte dessa mudança se deu em virtude das pessoas, pouco a pouco, perderem a confiança no ser humano e enxergarem os animais como seres mais leais e carinhosos. Eles nunca vão te abandonar e nem vão se importar com sua condição social. O texto extraído do filme Marley e Eu define bem o sentimento:

“Para um cão, você não precisa de carrões, de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significavam nada para ele. Um pedaço de madeira já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota. Dê seu coração a ele, e ele lhe dará o dele. Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?” Como não amar os animais, né?

O amor dos donos por seus filhos de quatro patas não passou despercebido pelo mercado pet, que não perdeu tempo e começou a investir pesado nesse segmento, baseando-se nos números apontados pelo IBGE. O Censo de 2013 comprovou que o Brasil tem 54 milhões de cachorros e 22 milhões de gatos de companhia, demonstrando a importância dos animais na vida das pessoas. O mercado pet alcançou números impressionantes, e cada vez mais este segmento vem crescendo.

Algumas empresas também investem em campanhas de incentivo a doação e destinam parte de seus ganhos a alguma entidade defensora dos animais, atitude nobre sim, mas estratégia de marketing também, pois atraem cada vez mais os amantes de animais. Uniram o útil ao agradável. Os animais agradecem.

O amor tem dessas coisas, aquece o coração, a alma e aquece o mercado também. E isso é muito bom, faz bem para a economia e, principalmente, para nossos bichinhos que ganham cada vez mais carinho e muitos mimos. Eles merecem.

Por: Por: Priscila Nascimento
Jornalista

*Editorial publicado no jornal “O Celeiro”, Edição 1581 de 06 de Junho de 2019.

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