Terça-feira , 17 Setembro 2019
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Multiplicar o amor

Mais do que alimentar o bebê fisicamente, a amamentação é uma forma de alimentar o amor entre mãe e filho, é uma troca em que ao mesmo tempo em que se dá se recebe amor. É uma equação em que o amor se multiplica. Nesta última edição do mês de agosto o Jornal O Celeiro trouxe na capa a reportagem sobre a importância do aleitamento materno para saúde da mãe e do bebê, já que este mês foi estabelecido pelo MS como mês de campanha de incentivo a amamentação. Foram listados inúmeros benefícios a saúde, mas este ato também é essencial para criar e fortalecer o vínculo entre mãe e filho. Além de se tornar mais saudável, o filho que é amamentado também será coberto de amor.

Na amamentação a mãe libera ocitocina, hormônio essencial para a produção de leite nas glândulas mamarias. Este hormônio proporciona uma sensação de prazer e relaxamento materno, sua ação está estreitamente ligada as emoções. É a ocitocina que liga as mamães e os bebês através da amamentação. Este gesto causa e promove uma relação forte e sustenta um amor incondicional que é sentido pelo resto da vida. A ligação entre as mães e os filhos é inexplicável. Por isso é tão comum que aquelas que deram a luz pela primeira vez costumem dizer que agora elas tem noção do que é ‘sentir o maior amor do mundo’.

Apesar desse hormônio estar presente na maioria das mulheres lactantes e ser o principal motivador de dedicação da mãe ao bebê, ainda assim há mulheres que são impedidas de amamentar e outras que se impedem de amamentar. Por vaidade algumas mulheres decidem não amamentar seus filhos, e optam por uma alimentação manipulada. Perde-se a oportunidade de oferecer mais saúde e de multiplicar as relações afetivas. Por outro lado, há casos de mães de coração que, apesar de não serem mães biológicas, ao adotarem um bebê conseguem produzir leite materno. É o milagre do amor e do desejo de proporcionar o melhor para aquele que agora é seu filho.

Esse elo que começa muito antes de a criança vir ao mundo se fortifica ao longo dos anos e dura para sempre. É um amor sem prazo de validade. Não importa a idade dos filhos, eles sempre serão crianças aos olhos dos pais. E o colo de mãe sempre vai existir mesmo quando já forem adultos. São inexplicáveis as mudanças e transformações que acontecem dentro de uma mãe durante este processo que alia cansaço com alegria, sono com disposição, vontade de chorar e de rir. Um processo que traz medo e esperança, gera ansiedade e acalma. Mas para a maioria das mamães todo esforço vale a pena, pois elas ‘padecem no paraíso’, todos os dias.

Por: Priscila Nascimento, Jornalista

*Editorial publicado no jornal “O Celeiro”, Edição 1593 de 29 de Agosto de 2019.

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