A safra de soja 2019/2020 deve movimentar R$ 700 milhões com a comercialização do produto em 31 municípios e 71 filiais da Copercampos. A maior parte da venda já está fixada em contratos futuros.

A previsão de colheita é de 8 milhões de sacas. Com 56 mil hectares plantados e uma produtividade média de 70 sacas por hectare, o município de Campos Novos se mantém como o maior produtor de soja de Santa Catarina. A época é de implantação das lavouras, fase que vai até dia 5 de dezembro,

Nas culturas de verão, foram plantados 14 mil hectares de milho em Campos Novos, 1,3 mil para silagem. Em toda a área de atuação da Copercampos há uma previsão de colheita de 5 milhões de sacas, com movimentação financeira estimada de R$ 180 milhões, para a comercialização do milho.

Já o plantio do feijão permanece mais tímido, pois a cultura tem preço muito sazonal e deixou de ser atrativa. Devem ser plantados até por volta de 15 de janeiro em Campos Novos, em torno de 2 mil e 500 hectares de feijão. Os dados são do engenheiro agrônomo, Marcelo Capelari, do departamento técnico da Copercampos.

Capelari e Mânica chamaram a atenção para aspetos importantes como a necessidade de rotação de culturas (inverno e verão); o cuidado com pragas e doenças nas lavouras, que requerem orientação técnica para combate; planejamento preciso da safra e introdução de tecnologias da agricultura 4.0.

Trigo 

A colheita das culturas de inverno como o trigo, cevada, aveia e azevém está encerrando, com queda de produtividade na colheita de trigo e menor interesse dos produtores com cevada, por exemplo.

Apesar do uso de mais tecnologia, eventos climáticos adversos como estiagem, chuva mal distribuída e menos horas de frio, reduziram a produtividade do trigo de uma previsão de 70 sacas por hectare para 55 sacas por hectare.

De trigo, na área da Copercampos, devem ser colhidas, segundo Marcelo Capelari, em torno de 600 mil sacas.

Para o produtor Sérgio Mânica, plantar trigo ainda é viável.

“Em 33 anos de cultivo, só registrei prejuízo em três safras”, assegura.

Além da sensibilidade do trigo às adversidades climáticas, a lavoura de trigo deu lugar a muitas áreas arrendadas no inverno para a pecuária.

*Informações: Rádio Cultura