Sábado , 24 Agosto 2019
Home / Saúde / A expectativa do primeiro encontro: Nove meses de espera

A expectativa do primeiro encontro: Nove meses de espera

Gravidez gera grande a ansiedade e mudança nas mamães de primeira viagem

Sentimento sem igual. Ansiedade. Medo. Alegria. São inúmeras as sensações na espera de ter o filho nos braços pela primeira vez. Antes, apenas filhas, agora mães. A alegria se funde com o medo da chegada desta nova responsabilidade: Ser mãe. Dúvidas e projetos rodam a mente daquelas que já vislumbram como vai ser o futuro da criança. A primeira gestação é um momento de descobertas e de muitas mudanças na vida da mamãe de primeira viagem. As mudanças vão além da aparência física, elas envolvem a rotina, o emocional, a mente e as prioridades da mulher. Apesar de ser um momento especial e único, o período não é tão fácil e simples, eles podem trazer incômodos e dificuldades. Mas para estas mamães todo o esforço vale a pena e com alegria já se preparam para comemorar a data das mães mesmo com seus bebes ainda por nascer.

A assistente social, Natalia Ferreira, grávida de 23 semanas, compartilhou conosco as alegrias e desafios desta fase que é uma das mais marcantes na vida da mulher. “Eu já sou mãe desde o dia que eu descobri que o coraçãozinho dela batia dentro de mim. Por mais que ela ainda esteja aqui dentro eu já me considero mãe. Essa data será muito especial pra mim” afirma. Natalia, que é casada há mais de dez anos, descobriu a gravidez ano passado e ficou muito feliz porque já planejava com seu esposo ter um filho. Apesar de ser uma situação nova, ela encara tudo de forma positiva e não vê a hora de ter sua filha nos braços. “Foi um momento muito emocionante. Eu já estava suspeitando, e fiz um exame de sangue pra confirmar. Quando consultei o resultado e vi positivo eu ria e chorava de tanta emoção”, declara a jovem mãe que já se imagina com a filha nos braços.

O quarto da bebe já está pronto para recebe-la. O coração da mamãe também já está cheio de amor para niná-la pela primeira vez. “Às vezes eu me pego pensando no dia do parto, em como que vai ser esse momento. Imagino que será o dia mais feliz da minha vida quando vou receber minha filha. Parece que nove meses é pouco para tanta coisa que a gente precisa fazer e organizar. Estamos fazendo tudo com maior carinho e amor”.

Samara Medeiros, também está grávida pela primeira vez, mas foi pega de surpresa pela cegonha. Passado o susto ela tem aguardado com expectativa a chegada de sua menina que daqui a dois meses deverá nascer. “Não esperava engravidar agora. Mas comecei a apresentar alguns sintomas e minha mãe suspeitou e fui fazer o exame. Depois que caiu a ficha fiquei feliz e o pai também. Nossos planos mudaram e queremos dar nosso melhor para ela. Já amamos nossa menina”, diz ela que já preparou o quarto da pequena todo de rosa.

Além das alegrias, o medo e a preocupação também afetam o imaginário das mães que se pegam pensando se serão ou não uma boa mãe para seus filhos, assim como já pensam em como será a vida dos filhos no futuro. “A gente sente aquela euforia e ao mesmo tempo dá um medo, fico pensando se vou ser uma boa mãe, se vou conseguir dar tudo que ela precisa. Temos uma insegurança”, diz Natalia. Samara compartilha do mesmo pensamento, e já se preocupa com o futuro da filha. “Fico com receio do futuro, quero protege-la. Quero que ela seja saudável, que nada de mal aconteça. É uma responsabilidade muito grande”, refletiu.

A aguardada chegada do bebê tem percalços maiores para as mães que vão além das preocupações e imaginações. Apesar da alegria, os dias da mulher gestante são bem difíceis e vários sintomas se apresentam para incomodar sua vida. Enjoos, insônia, sonolência, prisão de ventre, noites mal dormidas, a lista é infindável de problemas. “A gestação é uma fase difícil, muda o corpo e o emocional da mulher. Passei por tudo. Sinto enjoos até hoje, mas já diminuiu. É difícil conseguir uma noite legal para dormir, para achar uma posição”, relata Natalia. “Nada parava no meu estomago. Eu vomitava tudo. Não suportava cheiro de perfume. Agora estou melhor, mas ainda sinto muita dor nas costas. É uma fase difícil”, complementa Samara.

Mesmo com todos os incômodos, medos, incertezas e dúvidas ainda assim elas confessam que vale a pena tudo, pois a recompensa é enriquecedora. Não é tarefa fácil, mas elas concordam que ser mãe é padecer no paraíso, como diz o ditado. É uma nova fase coberta de amor e autoconhecimento. É quando a mulher se descobre e se revela mais forte. Neste momento elas têm o apoio de outras mulheres e as mais experientes compartilham seus conhecimentos umas com as outras para tornar a nova caminhada mais fácil.

A importância do Pré-Natal

A maior demonstração de amor dos pais é o cuidado com os filhos, e esse cuidado começa antes dele nascer através do pré-natal. O pré-natal é o acompanhamento médico realizado durante os noves meses de gestação para verificar a saúde da gestante e do bebê. Por meio dele é possível identificar alterações que possam surgir durante a gravidez. Através dos exames realizados, a gestante saberá se a gravidez é de baixo ou alto risco, se há o descolamento da placenta ou se o bebe apresenta alguma doença. Com o diagnóstico o médico poderá indicar o melhor caminho e direciona-la para os procedimentos necessários. No caso de gravidez de alto risco o médico encaminhará para um tratamento específico. As grávidas que não tem plano de saúde poderão fazer este acompanhamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), basta ir até uma Unidade de Saúde ou buscar uma agente de saúde e informar sobre a gravidez. É importante que a mulher faça isso a partir do momento que saiba que está grávida.

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1576 de 02 de Maio de 2019.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *